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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pleonasmos comprometem objetividade do texto dissertativo

Repetição de ideias pode descontar meio ponto na nota total da redação.
Projeto Educação dá exemplos de redundâncias que são vícios de linguagem.

 

 

Repetir ideias é um recurso útil em músicas e em comerciais, mas em uma prova de redação pode tirar pontos preciosos dos candidatos. O Projeto Educação desta terça-feira (1º) mostrou que algumas expressões muito usadas na linguagem do dia a dia são pleonasmos, ou seja, são informações redundantes que empobrecem o vocabulário e comprometem a objetividade do texto.

De acordo com a professora Fernanda Bérgamo, os pleonasmos são excessos. “Redundar é sobrar. Isso é o oposto do texto conciso, objetivo, consciente. Então a gente precisa eliminar as redundâncias”, explica. “Um erro como esse pode descontar meio ponto do total da nota da redação. E meio ponto é muita coisa”.

Fernanda Bérgamo citou alguns exemplos de pleonasmos muito usados na linguagem coloquial. Veja algumas expressões:

Há muito tempo atrás

Neste caso, o verbo haver já trata de tempo passado. “Para não oferecer esse pleonasmo, você deveria escrever ‘há muito tempo’ ou ‘muito tempo atrás’, evitando a junção do ‘há’ com o ‘atrás’ na mesma oração”, explica a professora.

Outra alternativa

A palavra ‘alternativa’ já indica que é outra. O certo seria dizer ‘uma alternativa’.

Terminantemente proibido

“Não dá para ser meio proibido”, diz Fernanda. Então podemos eliminar o ‘terminantemente’.

Vi com meus próprios olhos

“Só podemos ver se for com nossos olhos. O necessário seria ‘seus olhos’ ou ‘próprios olhos’, no caso da redação”, alerta a professora.

Idiossincrasia pessoal de cada um

“É muito pleonasmo. Idiossincrasia já significa característica pessoal. Então a palavra ‘pessoal’ está se repetindo”, explica.

Vício de linguagem x figura de linguagem

A professora ressalta que na música “Eu nasci há 10 mil anos atrás”, Raul Seixas usou o pleonasmo de forma literária, um artifício para enriquecer a rima e a melodia. Então a redundância deixa de ser um erro e passa a ser uma figura de linguagem.
 
Fonte: G1

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